Não verbalizo
Penso... logo existo (?)
E olho (pela janela)
escrito antigo, não lembro quando nem porque.
e outras inquietações...
Desço do muro... como naquela música
(dos cegos do castelo, me despeço e vou)
e se, magoei quem escolhi andar ao lado
peço perdão
(re)faço meu caminho...
mas como já disse uma vez
Tropeçando aqui e acolá.
E como diz naquele e-mail da karlota, que mexeu comigo mais que lençol no varal em dia de chuva e vento:
“Não precisamos gostar do outro para ser parceiro, precisamos respeitar, entender a diferença, saber recuar para não maltratar,nos colocarmos todo tempo no lugar dele.”
Mas que também diz:
“Cada pessoa precisa saber o seu limite de individualidade para poder abraçar o coletivo até onde consiga, sem se massacrar, sem se violentar e sem sofrimentos desnecessários.”
*pois então... chego ao fim desse bloquinho de notas.
Ela ali da porta me escuta
e me olha com aquele olhar de quem sabe mais da gente
que a gente mesmo... (sabe?)
e com uma única frase (só uma)
sobre escolhas e porquês
a danada me desarma
e joga na cara aquelas perguntas
das quais eu fujo mais que de barata gigante voadora...
eu digo “como assim”, “nada a ver”
mas lá dentro, lugar do tal diálogo torturante
eu respondo...
É maninha, eu também queria saber os porquês...